Cerca de 70 carros 4L da Renault percorreram ontem um trilho em Desejosa, Tabuaço. Foi o regresso do carro que levou muitos técnicos agrícolas ao Douro para ajudar os agricultores a salvar os problemas da vinha.

Não faltaram aventuras no raide do 4 Clube Portugal porque logo no início do percurso, na vinha do redondo, não foi fácil ultrapassar uma subida. Os primeiros até se safaram bem, mas à medida que a terra ia ficando mais solta, praticamente pó toda ela, começaram a surgir dificuldades e foi necessário subir à vez.

Como tal, os cerca de 200 participantes haveriam de chegar um pouco mais tarde que o previsto à Desejosa, onde no largo da junta os esperava uma chanfana de seis cabras, acompanhada por 70 quilos de batata e 25 quilos de vitela. E vinho ali produzido, pois claro.

A chanfana é uma das especialidades gastronómicas da região que o presidente da Junta de Freguesia, Faustino Macedo, quis promover. “Queremos mostrar o melhor que temos a quem vem de fora e servi-los bem para ficarem bem impressionados”, disse.

Objectivos que também perseguem os promotores do evento: a Travel Tabuaço e do sítio da Internet www.tabuaco.pt. De resto, foi graças à Net que surgiu o interesse do 4 Clube Portugal para organizar o seu 16º encontro nacional. “Acharam que a paisagem era fabulosa e juntaram-se ao convite para a chanfana”, notou António Pinto dos Santos.

E não se pense que a Renault 4L é um carro estranho ao Douro. Segundo Gisele Aznar, técnica de turismo ligada ao www.tabuaco.pt, tem até “grande ligação ao povo”. Porque era quase como um veículo todo-o-terreno, “utilizado sobretudo por técnicos de agricultura”. “Era nelas que vinha a salvação para alguns dos problemas dos viticultores”, prossegue.

Foi por causa desse “carinho” que existe no Douro pelas 4L que Gisele decidiu desenhar o percurso pela vinha. Os apaixonados deste veículo chegaram de todo o país e ficaram a saber da sua importância no meio agrícola.

António Antunes, de Viseu, estreou-se nos passeios de 4L, num “carro de trabalho que também serve para passear”. Pelo meio das vinhas foi, “naturalmente agradável”. Irendra Miranda, residente em Loures, também se estreou neste tipo de encontros. “Este ano consegui tempo para voltar ao Douro e logo para um percurso tão interessante”, salientou.

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